Filhos de lésbicas são melhores alunos

Por Ela

Contrariando o senso comum, uma pesquisa realizada nos estados unidos sobre o desempenho de filhos de lésbicas revelou esse resultado surpreendente: que eles têm um desempenho superior os filhos de casais heterossexuais.

Eu mesma me surpreendi com o resultado. Imaginava que sofreriam mais discriminação, também que a ausência da figura paterna seria uma fonte de conflito, e que tudo isso terminaria por desencadear crises e teria repercussão negativa no desempenho dessas crianças.

Foram escolhidas 84 casais com filhos gerados através de inseminação artificial, e essas famílias foram acompanhadas por 17 anos. Quer dizer uma pesquisa bastante sólida pra ser realmente levada a sério.

Existem indícios mas não se sabe ao certo o que essas mães fazem que dá tão certo. Meu palpite é que esse resultado pode ter a ver com algumas características femininas em dobro, como a sensibilidade ao outro e maior prontidão a verbalizar e discutir questões de foro íntimo.

Além disso, ser vitima de preconceito social acaba também motivando lésbicas e gays a ensinarem a seus filhos valores de respeito e tolerância.

Segundo a pesquisa, “A participação ativa das mães homossexuais é apontada pelos pesquisadores como uma possível causa para o melhor desempenho das crianças. Eles afirmam que lésbicas estimulam seus filhos a lidar com o preconceito e a diversidade. Além de abordar com mais naturalidade temas como sexualidade e tolerância. “Essas mães devem educar seus filhos a partir de uma visão positiva e afirmativa sobre os diferentes modelos familiares e prepará-los para lidar com o preconceito”, diz Borges.”

http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI147819-10521,00.html

http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/lifestyle/2010/06/08/250900-estudo-diz-que-filhos-de-lesbicas-sao-mais-equilibrados

Por Ele

Entendo que a tolerância e o sentido de diversidade nos tornam mais preparados para as múltiplas situações que a vida nos coloca. Talvez, o que a pesquisa não abrange, é que os filhos de casais heterossexuais tendem a amadurecer mais tardiamente sob os aspectos e conceitos de tolerância e diversidade pois esses valores acabam se formando depois, no convívio social, fora das referências dos pais heterossexuais que costumam não tocar em determinados assuntos, ao passo que o jovem de pais gays ou mães lésbicas já entram na escola sabendo.

No momento que uma criança, desde o primeiro despertar de consciência de mundo, passa a ter esses referenciais de diversidade ou tolerância ao que é diferente dentro de casa, tornam-se pessoas com menos limites mais cedo.

Preconceito, repúdios ou a própria intolerância nada mais é que o ego em limites mais extremos.

Se o “cercadinho” psicológico é mais amplo, existem “terrenos” diferentes para explorar, a sensação de liberdade ou a naturalidade em lidar com determinados valores e conceitos já foram plantadas, coisas que não costumam a acontecer na educação de pais heterossexuais que tendem a “empurrar” a tradução desses temas para a sociedade (escola, professores, relação com amigos, etc).

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