“S” de sapatão

Por Ela

Onde a abrina se distancia da imone, os ésses dão o tom

Ésses, ésse, ésses, plural
Nota? Sol
Dois sóis
Plural, múltiplo

E será que você me lê?
Te leio eu e me vejo em ti
Te leio eu e te vejo em mim

Ésses…

Ésse! Que, do avesso, segue sendo ésse ainda sendo 2

Ésse com ésse de coração
de saudadess, começo e fim

…de Simone e Sabrina se olhando de perto

SempreS

Por Ele

Conheci a amiga Sabrina por um amigo em comum. Naquela época, talvez há 10 anos atrás, as coisas da minha sexualidade não estavam tão claras como hoje e o S de Sapatão de Sabrina ainda não ecoava aos meus ouvidos como uma unanimidade.

Naquele tempo, nosso querido amigo transitava entre Eu e Ela muito provavelmente eleitos como os amigos de maior intimidade. Embora não soubesse que ela era S e talvez nem Sabrina entendesse direito o que se passava por dentro, por fora simpatizava pela rápida troca de intelectualidade e nada mais.

Três ou quatro anos depois, S de Sabrina já se definia. Nos encontrávamos em minha antiga casa e entrávamos numa onda-nerd-intelecto-deliciosa sobre a existência da aura da arte. Coisa refinada. Meu ex-marido, diante tantas pessoas e possibilidades de ciúmes, por algum motivo não tinha o mesmo sentimento pelo meu amigo que, naquele dia trazia Ela ao aconchego do meu lar para despejarmos intelectualidades.

Mais um tempo passou e Sabrina se fazia Ela plenamente. Carteados, viagem ao interior, teatro com final numa cantina do Bexiga e passava a reconher Ela, decidida e absoluta!

Tivemos três encontros marcantes e, no quarto, SabrinEla já era minha amiga. Não precisávamos mais da ponte de nosso querido-amigo-em-comum para nossos encontros e nossas trocas intelecto-contagiosas! Ponte que costuma existir em épocas juvenis, no momento que se tem ciúmes e crises quando amigos de amigos passam a ser amigos sem algum tipo de consentimento.

Daí a coisa grudou em 2012 de ver a virada de ano juntos, um tipo de grude não pegajoso mas intelecto-galático, e de orgasmos mentais de assuntos e afinidades sobre a vida, o ser, o estar e a sala de jantar. Duas comadres, sim! 😛

Recentemente, pero no mucho, tive apenas um contato com a imone com S, S forte, firme e existente! No mais sei que Sabrina e Simone vivem por aí as coisas que de A a Z vivem vez ou outra. Coisa de pessoas quando se gostam, se entendem e desentendem, se grudam, se soltam, se ateiam e se sapecam vivem com o surgimento do S de paixão! Prova de que apaixonite-aguda ou confusite-gostosa vem para quem tem 15 ou 40!

Espero que as duas estejam sassaricando em meio a sabrinelas e simonices porque a vida é assim: se olhando de longe e de perto!

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